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Das obras de super-rogação (11)

Ser menos é mais


“Menos é mais”, é uma colocação simples e que acho interessante quando citada no reality culinário MasterChef Brasil, no momento em que os jurados criticam a grande quantidade de ingredientes que não combinam, mas que compõem um prato realizado e que se atrapalham. Quando eu era mais novo pensava que se eu pegasse inúmeros ingredientes e colocasse entre dois pães, teria o melhor sabor de sanduíche do mundo, porém me enganei, pois existem ingredientes que não combinam, e o sabor não ficava da forma esperada. Valeria mais a pena investir em menos ingredientes e não no acúmulo deles, e também na preparação mais elaborada, buscando o melhor sabor.



Deus também não se agrada de certos acúmulos que praticamos especialmente aqueles citados na Palavra, e que dão um “sabor insatisfatório”.

Posso citar o Maná (Êxodo 16.20), enviado por Deus, e que alguns guardavam para o dia seguinte; Deus não queria isso e o alimento ficava impossível de comer: estragava. E também os tesouros na terra (Mateus 6.19), onde é dito que seria corroído ou roubado, então era desnecessário guardar. E ser acumulador de salvação não existe; por mais que aparente que estamos fazendo algo bom, na realidade, estamos nos enganando.


A Igreja Metodista é contra a super-rogação, pois não há fundamento bíblico. Esse conceito se resume em fazer obras além do solicitado, e assim auxiliar na salvação do outro. Como diz na Palavra: “Pois, como sabes, ó mulher, se salvarás teu marido? Ou, como sabes, ó marido, se salvarás tua mulher?”


(1 Coríntios 7.16), não é possível fazer a mais em prol do outro para que seja salvo dessa maneira.


Este foi um assunto muito confrontado na história da Reforma Protestante, especialmente sobre a venda de indulgências pela Igreja Católica que ocorreu entre os séculos 8º e 16, algo que Martinho Lutero lutou contra. Vemos isso claramente em suas 95 teses, onde ele crítica tal forma de pensar. Cito a tese de número 21: “Erram, portanto, os pregadores de indulgências que afirmam que a pessoa é absolvida de toda pena e salva pelas indulgências do papa”. Por maior que fosse a autoridade do papa, ele não tinha a capacidade de salvar ninguém, mas se utilizava dessa prática sem fundamento bíblico.


Em meio a um grande comércio evangélico que vemos nas Igrejas da mídia, temos que tomar cuidado com as “indulgências” dos nossos dias: com a toalhinha, flor, sabonete, etc., comercializados com um toque especial de unção, justificando uma bênção maior, ou um simples pagar para ser abençoado, ou abençoar o outro.

Deus nos salvou por meio de Jesus, e não precisamos pagar por mais nada. Amo dizer que o nosso Deus é simples. Somos nós que complicamos as coisas.

Nossa missão é fazer a vontade dEle na Terra, desenvolvendo nossa salvação, e não fazer nada além das nossas forças, somente aquilo que Ele realmente quer.


Ser menos é mais, isso quer dizer ser um servo que se vê como o menor, pequeno e humilde, pois Deus que é mais, soberano, poderoso se manifesta por intermédio da nossa pequenez.

A salvação é individual, não dá para uma pessoa realizar atos para salvar o outro, mas podemos ser usados para propagar essa salvação, ensinando, auxiliando e conduzindo as pessoas ao caminho da salvação, que é somente um que se chama Jesus.

“Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14.6).


Wellington Camargo Soares

Pastor na Igreja Metodista em Jardim Belval.


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