• Bispo Peres

MINISTÉRIO PASTORAL PRÓSPERO

Atualizado: 4 de fev.


Jesus na manjedoura

Introdução


Em que o seu ministério está firmado?


Esta é uma pergunta que devemos nos fazer sempre. A resposta deve ser sincera para podermos avaliar em que está firmado o nosso ministério. O apóstolo Paulo faz menção sobre em que estavam firmados alguns pregadores do seu tempo:

“Verdade é que também alguns pregam a Cristo por inveja e porfia, mas outros de boa vontade”Filipenses 1.15.

Nos dias atuais a coisa se agravou. Muitos estão fazendo do evangelho um meio de enriquecimento pessoal e agem sem o menor pudor, promovendo a difamação da Igreja de Cristo. O que não faltam são escândalos que colocam a Igreja evangélica em situação de vergonha diante do povo que não acredita mais no poder transformador do evangelho.


Há muitos pregadores surgindo, haja vista a quantidade de vocações com a qual nos vemos envolvidos a cada ano, em nossa denominação metodista. Novas Igrejas surgem a cada momento e são sedutoras em sua mensagem e há em nossas igrejas quem se deixa levar por tal sedução.


Muitos desses pastores têm uma pregação motivadora para conquistas e promoção pessoal; outros, nem tanto. Entretanto uma pregação motivadora pode não ser bíblica e nem doutrinariamente correta. Por isso, cuidado!

Nesta direção, necessitamos olhar para Bíblia e, segundo a Palavra de Deus, conferir se as coisas são de fato como estão sendo propagadas – como faziam os irmãos de Bereia (Atos 17.11).


O convite é para olhar atentamente e de modo mais específico para os apóstolos. Observar como a Palavra de Deus foi pregada e como com poder transformava a vida de milhares de pessoas. É por meio da Palavra e do testemunho dos apóstolos que podemos ter a clareza de como se realiza a obra missionária da Igreja.


A Palavra de Deus deve acompanhar e instruir a vida e o ministério de pastores e pastoras que se dedicam ao trabalho da promoção do reino de Deus.


Sinalizarei, de modo pontual, características do que é necessário para o desenvolvimento de um ministério pastoral firmado na verdade e que se apresentam nas vidas de homens e mulheres de Deus.


Ministério que produz frutos


“Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça” – João 15.16.

Fomos escolhidos para o trabalho do reino de Deus e os trabalhadores do reino são produtivos. Os seus frutos são eternos. Somos chamados para sermos prósperos no trabalho que desenvolvemos em nome do Senhor. Não uma prosperidade fora do conceito bíblico, em que o sucesso é medido por coisas terrenas e mundanas, mas a prosperidade segundo o conceito bíblico. Vejamos o Salmo 1: “[...] e tudo quanto fizer prosperará”. A prosperidade bíblica tem a ver com o estar no centro da vontade de Deus.


Nossa prosperidade ministerial consiste em levantar um povo que se santifica e que seja fiel a Deus e à Santa Escritura. Um ministério frutífero não é medido somente por quantas pessoas recebemos como membro da Igreja, mas em quanto as pessoas que nos ouviram pregar o evangelho, tiveram suas vidas transformadas e santificadas (lembrando que sem santidade ninguém verá ao Senhor).


Ministério que resiste às provações


“Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar” – 1 Coríntios 10.13.

Foi nos dado o Espírito Santo por intermédio de quem podemos suportar todas as coisas. Os apóstolos, mesmo diante do perigo que colocava suas vidas em risco, não temeram, confiavam no Senhor. Sabiam que não seriam tentados além de suas forças. Para desenvolvimento de um ministério próspero, devemos suportar e, em nome de Jesus, vencer toda e qualquer dificuldade que se interponha em nosso caminho. Perseguições e problemas, por mais incômodos que sejam, não desviam pastores e pastoras que têm foco no reino de Deus. As circunstâncias em nosso redor não determinam nossa forma de agir e sim a Palavra de Deus. Problemas e dificuldades não determinam nossa atitude de fé, pois nossa fé está em nosso Deus e ela nos faz ficar firmes sob qualquer circunstância. Não há gigante que não possa ser vencido quando agimos em nome do Senhor dos Exércitos.


Ministério que agrada a Deus


“O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os quebrantados de coração, a pregar liberdade aos cativos, e restauração da vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do Senhor” – Lucas 4.18,19.

Do mesmo modo que Jesus Cristo em tudo procurava agradar e fazer a vontade do Pai Celestial, os apóstolos também o faziam, conforme aprenderam com o Mestre. Os pastores e as pastoras têm o exemplo na Bíblia. Fazendo da mesma forma que os pregadores do movimento fundante do cristianismo fizeram, agindo com ousadia e com a unção recebida do Senhor, realizando um ministério que agrada a Deus, certamente, terão um ministério próspero e fiel.

Um ministério que agrada a Deus nem sempre agradará aos homens. Nós devemos seguir os princípios verdadeiros da Palavra de nosso Senhor Jesus Cristo que nos ensina a não cometer erros e nem se valer da posição de nosso ministério para obter vantagens pessoais; antes, cuidarmos do rebanho de Deus com amor e dedicação.


Deus confiou à Igreja a continuidade da pregação do evangelho


Pastores e pastoras ungidos por Deus, juntamente com a Igreja, transmitem para as gerações futuras o evangelho genuíno e puro como receberam de Jesus. Deus nos confiou o evangelho, por isso é que pregamos e devemos ser fiéis aos princípios nele contido.

“Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim se não anunciar o evangelho!” – 1 Coríntios 9.16.

O apóstolo Paulo recebeu o evangelho e, por isso, ele pregou e suportou todos os sofrimentos permanecendo fiel a Deus – Paulo sabia a grandeza do que recebera de Deus. Nós também recebemos o evangelho e devemos fidelidade Àquele que nos chamou para o santo ministério da Palavra. Deus prova o nosso coração para ver se estamos firmados na verdade do evangelho a nós confiado. Nossa missão é a missão da Igreja: pregar a pura Palavra de Deus e agradá-Lo em todo o nosso viver.


Não pregamos motivados pelo dinheiro e nem por reconhecimento público


“Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho” – 1 Pedro 5.2,3.

Pastores e pastoras com um ministério aprovado não se motivam ao trabalho por aquilo que possam receber financeiramente. A motivação está nas coisas do alto: “Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus” – Colossenses 3.1.


Quem procura recompensa financeira e se chateia por não receber aquilo que acha justo, provavelmente fracassará, pois suas intenções não estão nos lugares celestiais. Entendo que estes colegas deveriam repensar o ministério pastoral: o ministério pastoral não enriquece ninguém. Pelo contrário, Jesus Cristo nos ensinou que o que estaria reservado aos pastores e pastoras seriam perseguições, privações e açoites.


Considerações finais


O pastoreio deve ser firmado na Palavra de Deus e não na força de nossos braços. Deus sonda nossos corações e conhece nossas intenções. Seria muito bom se estivéssemos motivados em trabalhar pelo reino; felizes por termos sido chamados por Deus para uma obra maravilhosa.


Quando falamos em nome de Deus, não nos preocupamos em agradar aos ouvintes, mas em falar o que é necessário para salvá-los. Muitas vezes, a Palavra pregada ofende quem está levando uma vida reprovável; pregamos o que eles precisam ouvir e não aquilo que desejam ouvir.

“E, quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai” – Colossenses 3.17. Trabalhamos para expressar a Glória de Deus.

Para exercer um pastorado fiel e obediente é mister seguir a orientação bíblica, dar um bom testemunho com nossas atitudes.


Temos pastores e pastoras que se deixaram seduzir pela academia; que se vangloriam do conhecimento conquistado por meio dos seus títulos e se esquecem que Deus nos chamou para a pregação da Palavra revelada em Jesus Cristo. Neste caso, há o risco de adaptar a revelação bíblica aos anseios pessoais e ao gosto de quem nos ouve.


Desafio


O desafio missionário está lançado desde os primórdios da Igreja:

“Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado. E eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”. Amém. – Mateus 28.19,20.

Com estima pastoral,


José Carlos Peres

Bispo presidente da Igreja Metodista 3RE


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