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África: espaço irmão, espaço de missão


A ligação da Igreja Metodista dos países lusófonos, Angola e Moçambique com a Igreja Metodista no Brasil, e com a Faculdade de Teologia, é histórica. Não só, somos frutos da ação missionária da Igreja Metodista Unida, onde Angola e Moçambique continuam ligadas como Regiões Eclesiásticas, como também diversos pastores e pastoras, assim como Bispos das últimas quatro décadas foram formados na Faculdade de Teologia. Essa história ganhou novos contornos com o surgimento do projeto Sol-África (Solidariedade com a África).


Líderes avaliam trabalho em Joahnnesburgo - 2015

Antes de abordamos o projeto, é importante entender o contexto que cercava esses países há 12 anos. De um lado, Angola e Moçambique viviam o pós-guerra. Não apenas as guerras de libertação de Portugal, mas também a guerra civil em cada um desses países, que se seguiram às guerras de libertação. Isso demandava a recuperação das estruturas físicas dos países e as lutas internas pela reconciliação. Grandes desafios. De outro lado, a alegria de ver que a mensagem do evangelho calou fundo nesses países. O crescimento da igreja apresentava desafios para suprir as novas igrejas com lideranças pastorais. Nesse contexto, surge o chamado à cooperação na missão.


O projeto nasceu com o convite da Junta Geral de Educação Superior e Ministérios, da Igreja Metodista Unida, para que a Faculdade de Teologia colaborasse com a formação de um grande grupo de pastores e pastoras que estavam à frente de igrejas e que não tiveram a oportunidade de estudar. A reflexão inicial envolveu a Junta Geral; os Bispos e lideranças de Angola e Moçambique; a Secretaria de Vida e Missão de nossa Igreja, e a Faculdade de Teologia. O pensamento inicial foi que formar esse grupo atenderia um desafio do momento mas não resolveria o problema. Em poucos anos haveria novamente o mesmo desafio. Assim, uma primeira base desse projeto foi de “formar formadores”, ou seja, capacitar homens e mulheres para capacitarem lideranças nesses países. O objetivo foi criar autonomia. Não se faz missão criando dependência.


O Comitê Executivo do Sol-África no Encontro Lusófono - 2015

Um segundo passo, foi buscar resposta para uma simples pergunta: o quê cada país precisava? Assim, viajamos à esses países. Dialogamos com as lideranças, conhecemos a realidade e surgiu o projeto. O sonho: capacitar homens e mulheres; equipá-los/as com biblioteca básica; equipar e fortalecer os espaços de formação.


O sonho foi se tornando realidade. Durante a última década, a Faculdade de Teologia recebeu pastores e pastoras com formação teológica e dom para o ensino. Pastores e Pastoras que deixaram seus países e famílias por três meses e, em um tempo de mentoria e de estudos, se preparam e retornaram aos seus países para com o desafio de multiplicar os espaços de formação teológico-pastoral. Ao mesmo tempo, professores e professoras da Faculdade de Teologia viajaram para esses países (doando uma parte de suas férias para colaborar com a missão). A cada grupo recebido e a cada ida de docentes, sentíamos a alegria de partilhar dos desafios missionários. Isso alimentou a convicção de que o sonho de buscar criar autonomia; de ouvir o povo e conhecer a realidade; e de construir um projeto com a parceria de tantos interlocutores, foi o caminho correto. Entendemos que esse caminho sinalizava a vontade de Deus.


Equipe de pastores assiste a culto na congregação, em Chimoio (Moçambique)

O resultado foi percebido na avaliação realizada agora em julho deste ano. Capacitamos, a partir do seus períodos de imersão na Faculdade de Teologia, mais de 30 homens e mulheres para aturarem como formadores. Atualmente, muitos deles são também Superintendentes Distritais e lideranças em suas Regiões. Capacitamos, também, mais de duas centenas de líderes através das formações oferecidas pela FATEO nas diversas idas de docentes. Hoje existem 4 seminários teológicos funcionando e com bibliotecas equipadas (foram enviados mais de 3 mil livros para esses dois países). O mais importante é ver a Igreja Metodista se fazendo presente em Angola e Moçambique, crescendo, fazendo a diferença. A África é um continente com grandes desafios missionários. Porém, também é um continente com um grande potencial humano para alcançar a autonomia na missão. Se a educação é uma das facetas da forma metodista de fazer missão, na África, a educação teológica tem se revelado em um espaço precioso de concretização da missão.


Paulo Roberto Garcia

Pastor na Igreja Metodista em Campos do Jordão e Reitor da Faculdade de Teologia da Igreja Metodista.


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