• Assessoria de Direitos Humanos

O Cristianismo e os Direitos Humanos: um convite para ir ao encontro dos pequeninos do Senhor

Setembro de 2021

Igreja Metodista | Assessoria Regional de Direitos Humanos | 3ª Região Eclesiástica


"O evangelho de Cristo não conhece religião, que não seja religião social; Não conhece santidade, que não seja santidade social.". (John Wesley


O projeto de Deus claramente expresso nos Evangelhos vai muito além das propostas e ações do campo que denominamos “Direitos Humanos”. Ao longo de toda a Bíblia Sagrada Deus revela seu profundo amor para a humanidade e sua ênfase na dignidade da pessoa humana e seu desejo de comunhão conosco.


A vida no Evangelho é também relacionamento com o próximo e santidade vivida no cotidiano, um relacionamento mediado pelo amor e pela defesa da vida humana e toda criação.


O fato do Evangelho ir além das práticas dos Direitos humanos, não significa de modo algum que está em contradição com ele, ou que caminha em direção oposta. Neste caso, podemos tomar e repetir as palavras que Jeú disse em certo momento para Jonadabe: “...sincero é o teu coração, como o meu coração é com o teu coração? E disse Jonadabe: sim é. Então, se é, dá-me a tua mão.” (2 Reis 10.15).


É possível, necessário, e até urgente caminhar ao lado de propostas e ações promotoras de vida, paz e justiça em nosso mundo. Ações que sinalizam o amor de Deus para com a humanidade.


O cristão e a cristã são convidados a fazer um movimento em direção aos irmãos e às irmãs do Senhor que sofrem e que vivem em situação de vulnerabilidade e fragilidades de todos os tipos, assim disse Jesus: “Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.” (Mateus 25.40). Aqui se apresenta a Ética Social wesleyana, voltada para o bem-estar e a justiça plena.


O Evangelho nos apresenta uma ética, um princípio que orienta nossas escolhas e ações, este princípio envolve a capacidade de perceber e notar as fragilidades humanas e a não aceitação das práticas que produzem a opressão, a violência e a morte, diante destas situações os cristãos e cristãs se somam nas fileiras da defesa da vida e toda criação de Deus.


Nosso diálogo com os “direitos humanos” ocorre tão somente porque caminhamos em direção comum, imbuídos de propósitos comuns: de promover a vida e a dignidade humana.


Pelo princípio do amor se orientam os cristãos e as cristãs, em uma expressão clara: os discípulos e discípulas de Jesus serão conhecidos pelo amor (Cf. João 13.35), ou seja, a marca mais visível da pessoa que experimentou o novo nascimento é sua capacidade de Amar, Amar e Amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.


Assessoria de Direitos Humanos da 3ª Região Eclesiástica da Igreja Metodista

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