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O pecado não está na cerveja (07)

DO PECADO ORIGINAL (07)


“O pecado não está na cerveja”. Assim inicio a aula aos catecúmenos sobre o pecado. Explico que é o impulso (ou índole ou tendência) destrutivo (ou mal) que está dentro de cada um de nós. Este impulso leva a pessoa a utilizar-se da bebida para alcançar um estado mental e emocional que ao gerar uma satisfação passageira, gera, também, a sua degradação, quando do consumo em excesso, que acarreta males físicos e comportamento que lhe tiram a dignidade como pessoa e, possivelmente, degrada outros ao seu redor.


Devido à grande possibilidade de dependência e outras consequências maléficas que o consumo de bebida alcóolica acarreta, nós, metodistas, somos abstêmios do álcool.

João Wesley entendeu que esta deveria ser a postura adequada para uma vida de santidade pessoal e para levar esta santidade à sociedade. Também porque os setores industrial, comercial e de propaganda em torno da bebida enriquecem e exploram a fragilidade humana.



Tudo o que chamamos de pecado – palavras, pensamentos e atitudes – em si não, necessariamente, são maus ou são pecado, mas todo ato pecaminoso tem sua origem no pecado original. Por exemplo, a dança em si não é um pecado. O pecado está com o que fazemos dela. O contato físico proporcionado pela dança pode gerar e estimular pensamentos e ações contrários à vontade de Deus. Ou mesmo quando não há contato físico, sua coreografia, letra e melodia podem insinuar um comportamento contrário ao Evangelho; assim, a dança se torna veículo da ação do pecado.


O Sétimo Artigo de Religião afirma: “O pecado original não está em imitar Adão, como erradamente dizem os Pelagianos[1], mas é a corrupção da natureza de todo descendente de Adão, pela qual o homem está muito longe da retidão original e é de sua própria natureza inclinado ao mal, e isso continuamente”.


Deus, ao criar Adão e Eva, lhes fez com livre arbítrio: a condição de escolher entre fazer o bem ou fazer o mal.

Ao deixar-se seduzir pela serpente, o primeiro casal deixou de seguir a ordem de Deus, para seguir ao desejo que foi concebido em seu coração (Gênesis 3.6). O pecado de Adão ou pecado original foi a inclinação para o mal.


Quando Davi fala “eu nasci na iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe” (Salmo 51.5) e o apóstolo Paulo afirma “pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3.23), eles fazem referência a esta natureza humana, que a partir de Adão e Eva, todos nós nascemos com ela. Aquela condição de poder escolher o bem foi perdida com o pecado de Adão e Eva.


Calma, nós não estamos perdidos! João Wesley afirma que a Graça[2] de Deus nos auxilia a recuperar esta condição em parte, não toda!

Ao aceitar Jesus como nosso Salvador, abrimos espaço em nossa mente e coração para o Espírito Santo. É Ele que nos ajuda a escolher e fazer coisas boas; a ter consciência e discernimento do que fazer e do que não fazer.

Pela ação do Espírito Santo em nós, recuperamos a condição de optar e fazer o bem.


Na rapidez de nossa mente, esta índole para o mal (pecado) nos faz ter um pensamento contrário à vontade de Deus. Quando caminhamos com o Senhor, comumente, logo em seguida vem à nossa consciência que aquilo é pecado. É neste instante que temos a rica oportunidade de pedir perdão ao Senhor e forças ao Espírito para nos afastar do pecado em pensamento, para não chegar pecar com palavras e atitudes! “Sujeitai-vos, portanto, a Deus; resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tiago 4.7).


Cientes que o pecado original reside em nós e do erro de Eva e Adão, quando caminhamos com Deus não precisamos temer, pois “maior é aquele que está em vós do que aquele que está no mundo” (1 João 4.4) e “todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé” (1 João 5.4)! Que assim seja conosco!


Cristiane Capeleti Pereira

Pastora na Igreja Metodista em Arthur Alvim.


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[1] Pelagianos foram os seguidores de Pelágio, um monge que viveu no século 5º. Dentre as teses deste grupo estava a negação do Pecado Original. Para Pelágio o pecado de Adão não foi herdado pela humanidade. Cria-se numa suficiência humana para alcançar a salvação. Jesus é visto como alguém que oferece um bom exemplo à humanidade e seu sacrifício como desnecessário à salvação do homem. Esta doutrina foi veementemente combatida por Agostinho de Hipona, de quem a teologia metodista incorporou bastante.


[2] Graça Preveniente é o amor de Deus presente no ser, toda pessoa nasce com ele. Mesmo que não conheça nem tenha consciência de Deus, a pessoa pode fazer alguma boa ação, porque a Graça atua em nós.

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