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Campeões em Cristo - Daniel Rocha

"PERDERAM, MAS GANHARAM"

Informações pessoais:

Nome: Daniel Rocha

Data de nasc.: 14/02/1959

Nacionalidade: Brasileiro


A Copa do Mundo iniciou com 32 seleções, todas almejando só uma coisa: o triunfo, a fama, os louros da vitória e o título de campeã. “Derrota” e “fracasso” são pensamentos proibidos para cada atleta durante todo o torneio. Porém, mesmo a despeito de seus esforços, metade deles estará embarcando para casa, “sem nada” nas mãos.


Perder... quem gosta de perder? Alguns, não aceitam derrota nem no “par ou ímpar”. Porém, contrariando aquela visão de “vitórias” e “conquistas” que dominam a visão de 9 entre 10 crentes, é necessário dizer: perder, sofrer derrotas ou fracassar, pode ser bom, necessário, e em alguns momentos, será até mais importante que vencer.


É normal desejamos felicitações e “boa sorte” àqueles que vão disputar uma corrida, ou uma partida de futebol... Perfeito! Mas não há garantias que as coisas acontecerão do modo que imaginamos ou desejamos. Até o velho apóstolo João iniciou uma de suas epístolas expressando seus votos a um homem chamado Gaio: “Amado, acima de tudo, faço votos por tua prosperidade e saúde, assim como é próspera a tua alma” (3 Jo. 2).


Não tenho dúvidas que Deus sempre deseja o melhor aos seus filhos. Mas às vezes as coisas boas serão precedidas por acontecimentos que parecem não se “encaixar” com isso.


O que é “bom”? O que é “mal”? Confesso que às vezes não sei dizer o que é bom ou ruim para mim. Nesta vida já classifiquei muitas coisas de “ruins”, mas que ao fim se mostraram boas. E também já me decepcionei com o que antes chamara de “bom”. Passar pelo vale da sombra da morte, um acidente, ou uma doença quase fatal, não são coisas propriamente “boas” aos nossos olhos. Mas mesmo aí, algo de bom pode surgir: uma nova postura, uma existência mais humilde, um novo olhar sobre a vida.... Às vezes será preciso esperar para ver o que resultará. Afinal, “quem sabe o que é bom para o homem durante os poucos dias da sua vida de vaidade, os quais gasta como sombra?” (Ec. 6.12).


Em Hebreus capítulo 11 temos a galeria dos “Heróis da Fé”. Estão ali Moisés, Abraão, Sansão, Gideão, e tantos outros, que pela fé em Deus, realizaram proezas, saquearam inimigos, destruíram fortalezas, e em tudo foram vitoriosos. Mas há também nesse mesmo capítulo outro grupo, um grupo de anônimos que “foram apedrejados, provados, serrados pelo meio, mortos a fio de espada... necessitados, afligidos, maltratados.” (Hb. 11.37). O primeiro grupo, “arrasou” pela fé... o segundo, foi “arrasado” pela mesma fé. O mesmo Deus que permaneceu junto aos que venceram, também esteve ao lado dos que, aos olhos do mundo, perderam. Perderam... mas ganharam. Dá pra entender isso?


Michael Jordan foi um dos jogadores mais vitoriosos do basquete que o mundo conheceu. Sua carreira teve inúmeros títulos, campeonatos, e vitórias. Muitos imaginam que tudo o que ele fez “deu certo”. Não foi bem assim... Ele também foi um perdedor...

"Errei mais de 9.000 cestas e perdi quase 300 jogos. Em 26 diferentes finais de partidas fui encarregado de jogar a bola que venceria o jogo... e falhei. Eu tenho uma história repleta de falhas e fracassos em minha vida. E é exatamente por isso que eu tive êxito."



Outro homem, onde parece que a derrota e o fracasso seriam a sua sina, foi Abraham Lincoln. Hoje ele é considerado um dos grandes nomes da história americana. Mas ele também não foi um colecionador de vitórias. Ao contrário. Ele teve uma vida marcada por reveses e fracassos:


Aos 9 anos sua mãe morreu. Foi cuidado pela irmã mais velha, que faleceu ainda jovem, aos vinte anos. Mais tarde sua família perderia todas as propriedades que possuía. Em 1831 fracassou nos negócios. Em 1832 concorreu a deputado estadual e perdeu. Em 1833 tomou dinheiro emprestado para começar um novo negócio, e ao final daquele mesmo ano estava falido. Em 1834 candidatou-se novamente a deputado, desta vez venceu. Mas no ano seguinte sua noiva morreu, o que lhe trouxe grande desolação. Em 1836 teve um colapso nervoso e ficou de cama por seis meses. Em 1838, indicado para porta-voz da Câmara, foi derrotado. Em 1840, indicado para o Colégio Eleitoral, foi derrotado. Casou-se em 1842. Teve cinco filhos. Quatro morreram entre a infância e adolescência, fatos que o abalaram profundamente. Em 1843, candidato ao Congresso, perdeu. Em 1846, candidatou-se novamente, e desta vez ganhou. Mas em 1848, candidato à reeleição para o Congresso, foi derrotado. Em 1858 candidatou-se ao Senado e perdeu. Finalmente, em 1860 foi eleito presidente dos Estados Unidos.


Certamente desejamos aos nossos queridos que haja paz, saúde e prosperidade em suas vidas. Mas isso não impedirá que venham a ter “dias maus” pela frente. Por vezes seremos feridos, enganados, confundidos... Caso lhe sobrevenha algumas derrotas e desencontros, não deixe de confiar. O apóstolo Pedro nos assevera que “Depois de terdes sofrido por um pouco, Ele mesmo vos haverá de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar” (1 Pe. 5.10). Entendeu? “Depois”...

Existe uma promessa sobre a sua vida, e que jamais falhará: “O Senhor firma os passos do homem bom... e se cair, não ficará prostrado!” (Sl. 37.24).


ORAÇÃO: “Senhor, não sei o que é bom para mim. Somente Tu sabes o que me é conveniente. Seja o que for que me acontecer, sejam derrotas ou vitórias, usa tudo para a Tua glória. Agora eu sei que, em Cristo, até os que perdem, ganham. Amém!”.


Daniel Rocha

Pastor na Igreja Metodista em Santo André


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