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Saindo da “Cidade”!

"Portanto, vamos para perto de Jesus, fora do acampamento, e soframos a mesma desonra que ele sofreu. Porque neste mundo não temos nenhuma cidade que dure para sempre; pelo contrário, procuramos a cidade que virá depois. Por isso, por meio de Jesus Cristo, ofereçamos sempre louvor a Deus. Esse louvor é o sacrifício que apresentamos, a oferta que é dada por lábios que confessam a sua fé nele. Não deixem de fazer o bem e de ajudar uns aos outros, pois são esses os sacrifícios que agradam a Deus." Hebreus 13:12-16 (Versão NTLH)

Bandeira de Senegal (África)

Há alguns anos a agência bancária onde eu trabalhava sofreu um assalto, em um dia em que meu filho mais velho estava lá comigo. No momento em que os bandidos anunciaram o assalto todos fugiram na direção oposta, menos eu. É que nessa hora o meu filho estava exatamente no andar por onde eles entraram e eu estava eu um outro andar, longe dele. Então, em vez de ficar onde estava ou me manter longe dos assaltantes, eu segui o som dos gritos e fui andando diretamente até eles, ou seja, enquanto todos estavam buscando segurança, tomando uma direção, eu fui exatamente no sentido oposto, onde sabia que a situação era de instabilidade e insegurança. Mas o único motivo pelo qual eu fiz isso foi porque estava sendo movida por um amor maior, o amor que sentia pelo meu filho. A necessidade de alcançá-lo e protegê-lo era maior do que o meu próprio instinto de autoproteção.


Na passagem de Hebreus 13 o autor faz uma comparação entre o sacrifício de animais no Antigo Testamento, para perdão de Pecados, e o sacrifício definitivo que foi feito posteriormente por Jesus. Mas o que me chama atenção nesse texto é o que vem depois. O autor detalha que o animal era morto fora da cidade, longe da população, como sinal de desonra. Por ter simbolicamente recebido os pecados de quem o ofereceu como sacrifício, o animal se tornava, também simbolicamente, impuro, indigno, desprezível. Muitos e muitos anos mais tarde, o mesmo aconteceu com Jesus Cristo. Ele foi morto fora dos Muros da Cidade, como se fosse impuro e indigno. Ele levou sobre si toda a minha culpa, toda a minha sujeira, tudo o que um dia poderia ser usado para me condenar. Ele me protegeu com a sua própria vida, e esse ato me purificou.


O autor do livro de Hebreus vai em frente e nos desafia a seguirmos o exemplo de Jesus, "saindo da cidade". Podemos chamar de "Cidade", em um sentido figurado, tudo o que é familiar, tudo o que nos faz sentir confortáveis, dignos, limpos. Todos nós tendemos a caminhar em direção a isso. Estudamos, buscamos bons empregos, vamos à igreja, investimos em redes de relacionamento... ou seja, nos esforçamos para construir refúgios, sejam eles físicos e/ou emocionais, onde possamos nos sentir bem conosco mesmos e em harmonia com o universo. E nos sentimos tão bem dentro da nossa "Cidade"... Até o dia em que nos damos conta de que existem muitos e muitas fora da Cidade. São os párias de nossa época, pessoas cuja própria existência nos desafia, nos incomoda até. Elas estragam a beleza de nossa Cidade, esse lugar de paz construído às custas de tanto esforço. São os pobres, viciados, criminosos, doentes mentais, prostitutas, os disfuncionais que nos cercam. Em algum momento eles irão exigir de nós um posicionamento. Muitas vezes, sentimos uma pontada de misericórdia e empreendemos algum esforço para ajudar, uma vez ou outra. Normalmente, cada um desses gestos magnânimos acaba acrescentando uma certa beleza à nossa Cidade, afinal de contas, somos especiais porque ajudamos, certo?


Nem precisamos pensar muito nisso. A nossa consciência é acalmada quando pensamos que trabalhamos muito duro para conquistarmos o que temos, e que não temos culpa das dificuldades que essas pessoas enfrentam. Mas então, de repente descobrimos que, independentemente de termos culpa ou não, somos todos e todas chamados a sair da Cidade, assumindo um compromisso permanente com aqueles e aquelas que nos incomodam e que parecem tão deslocados na nossa Cidade.


Está na Bíblia, não há como negar.


Espera, como assim? A Cidade que eu construí por tanto tempo? Meu conforto, minha segurança, minhas certezas?


Sim. Sair da Cidade. Abrir mão do conforto, da segurança e das certezas para ir em direção àqueles que não possuem conforto, segurança e muito menos certezas. O único motivo pelo qual poderemos fazer esse caminho é o Amor maior, com que um dia fomos amados e com o qual também devemos amar. O amor que limpa. O amor que purifica. O amor que dignifica. O amor que traz propósito.


Que cada um de nós seja revestido de coragem e ousadia para deixar a segurança da Cidade, amar e estender a mão a quem quer que esteja precisando de nós nesse exato momento, a exemplo dAquele que não se poupou, antes se esvaziou e se entregou para que tivéssemos vida, e vida em abundância. Se um dia Ele não tivesse saído da Cidade, nenhum de nós teria esperança de um dia vê-lO face a face.


Sejamos luz para o nosso próximo, para que em nossa viagem rumo à Cidade Celestial tenhamos a honra de conduzir multidões de companheiros e companheiras de jornada.


Família Melo

Olá! Nós nos chamamos Carlinhos e Débora, somos brasileiros, membros da Igreja Metodista Central em Recife/PE (REMNE) e servimos como missionários no Senegal desde 2014, junto com os nossos filhos, Gabriel (18) e José Carlos (13).


O Senegal é um país que possui um contexto religioso e social de islamismo com forte influência animista. Pedimos ao Senhor uma estratégia e decidimos desenvolver como ministério um projeto de inclusão digital para jovens e adultos em desemprego ou subemprego. Foi assim que nasceu o Instituto Dorcas.



Conheça o INSTITUTO DORCAS:





Começamos em um espaço cedido pela igreja, depois adaptamos a garagem de nossa casa, e hoje funcionamos em um imóvel alugado, mais espaçoso, para comportar a quantidade cada vez maior de alunos. Nosso carro-chefe é uma formação de informática de um ano, que compreende desde o nível básico até o avançado. No final desse período, nossos alunos estão prontos para trabalhar como técnicos de informática. Além dos preços populares aliados à excelência no ensino, também temos um programa de bolsas para estudantes menos favorecidos. Hoje temos em nossa equipe um professor que foi aluno em nossa primeira turma, e isso é algo que nos enche de alegria, porque já conseguimos ver os frutos do nosso trabalho.


Com o que arrecadamos nas aulas e com serviços técnicos que prestamos, damos andamento a outros projetos, como alfabetização de mulheres e nutrição de crianças nas aldeias. Hoje, estamos construindo uma escola em uma pequena cidade chamada Thiadiaye, distante cerca de 2 horas de Dakar. Essa cidadezinha é cercada de aldeias e conta com mais de 400 crianças que não contam com nenhuma escola nos arredores. Compramos o terreno no final de 2017, pela fé, e já iniciamos os trabalhos de construção.


Hoje o nosso maior desafio é o levantamento de recursos para a manutenção do Instituto e a manutenção da escola. Se você quiser se juntar a nós e/ou contribuir/investir financeiramente entre em contato pelo e-mail missaosenegal@gmail.com.


Carlinhos e Débora

Missionários Metodistas no Senegal desde 2014, membros da Igreja Metodista Central de Recife/PE (REMNE).


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