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SOCIEDADE PÓS-MODERNA E IGREJA

A sociedade de nosso tempo tem questionado questões com valores absolutos, olha se para todos os assuntos com os óculos da relatividade. Os temas que se levantam para discussões sempre são tratados por diversas vertentes e cada qual com sua verdade que deve ser considerada como relevante na possível formação de um conceito, que por sua vez não será absoluto.


Deste modo, afirmações como: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” – João 8.32; “Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” – João 14.6 e “Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade” – João 17.17, são relativizadas, pois não existem verdades absolutas.


Diante de pessoas que pensam desta maneira que a Igreja se propõe a levar o Evangelho de Cristo, que deve ser absoluto, para a salvação de todo aquele e aquela que aceitar o Cristo, conforme exposto nos Evangelhos e na Palavra de Deus.



Como levar a verdade do Evangelho que tem um Senhor que é absoluto à sociedade atual? Indagação que se faz importante responder para que a igreja se guie por ela. Farei algumas considerações observando os ensinos de Jesus, que julgo necessárias:


1 – Identidade – quem se propõe a ser cristão/ã necessita ser identificada como tal. Enquanto Metodistas, uma de nossas ênfases, a de número quatro, do Plano Nacional Missionário 2017, apela para que fortaleçamos a identidade, conexidade e unidade da igreja. Jesus nos dá identidade cristã ao dizer que somos sal da terra e luz do mundo (Mateus 5.13-14). A identidade nos torna responsáveis por aquilo que cremos e somos. Enquanto as pessoas do mundo procuram atributos que valorizam a si próprios para torna-los importantes e reconhecidos, a igreja procura glorificar ao Seu Senhor (Mateus 6.33ª);


2 – Testemunhar com a própria vida aquilo que crê – quando recebemos o Espírito Santo (Atos 1.8) é para sermos testemunhas diante da sociedade na qual vivemos. Por isso, é importante termos convicções e segurança no que estivermos pregando, porque o nosso testemunho através de nossas ações falará mais alto do que as palavras pronunciadas. Se não tivermos convicção do que cremos, ninguém acreditará em nós;


3 – Não se relativiza a Palavra de Deus – com o fim de alcançar sucesso, fama e crescimento rápido, algumas igrejas estão relativizando e se mundanizando, deixando-se envolver pelos conceitos que a pós-modernidade ou aquilo que alguns sociólogos, como Zygmunt Bauman, estão chamando de modernidade líquida. Assim, aderindo aos conceitos fluidos e sem base firmada em sólido fundamento, como o da fé cristã que sobreviveu a diversas ondas filosóficas, dentre elas o da morte de Deus (filósofo alemão Friedrich Nietzsche). Deste modo, não podemos rejeitar o conceito de um Senhor absoluto, devemos ser fiéis a Deus o Pai e a Sua Palavra, como se expressa Jesus na oração sacerdotal: “Santifica-os na verdade; a tua Palavra é a verdade” (João 17.17).


4 – A Igreja se fundamenta em Deus – a moral cristã é diferente da moral mundana. Enquanto para o mundo tudo pode, para o cristianismo, nem tudo convém e nem tudo serve para edificação humana (1 Coríntios 10.23). O mundo valoriza o ter e o acumular riquezas e bens materiais. O ensino de Jesus (Mateus 6.25-34), vivido pelo apóstolo Paulo, orienta que a igreja aja de modo diverso:


Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade. Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece – Filipenses 4.11-13.


A sociedade atual tem que ver e entender que a igreja de Cristo não se molda pelo padrão ditado pelo mundo, mas pelos princípios estabelecidos pelo Senhor, a igreja é sal e luz para o mundo. Sua ação visa glorificar o Pai, o Filho e o Espírito Santo.


5 – A igreja a exemplo de Jesus deve promover a salvação – João 3.17 diz que Jesus Cristo não veio para julgar o mundo e sim para salvar. A igreja deve ser conhecida por seu modo de vida centrada em Cristo e promove ações de perdão, incentiva a prática da oração como estilo de vida, relacionamentos centrados no amor, promove a verdade. A alegria faz parte do seu cotidiano, mesmo diante de adversidades. Com um testemunho forte como o proposto nas considerações acima, tenho certeza que o mundo da pós-modernidade ou modernidade líquida irá ouvir o que a igreja tem a dize e se abrirá para o que ela tem a oferecer.


Finalizando – A Igreja de Cristo se fortalece em sua fé no dia a dia de sua existência e não se deixa seduzir com a proposta de um evangelho orientado pela filosofia humanista buscando par si riquezas ou para se tornar famosa. Se a igreja se enveredar por esse caminho deixará de ser sal e luz. Se existe uma preocupação para a igreja, ela deve ser a de glorificar ao Deus Pai. Ao se colocar inteiramente na dependência de Deus, ela tem como missão principal levar pessoas ao conhecimento do Deus absoluto, de Cristo e seu Reino Eterno.


Espero que os irmãos e irmãs acatem o desafio de serem testemunhas nos lugares em que estiverem, seja em casa, no trabalho, no futebol, no cinema ou nos shoppings centers, ninguém deixa de ser cristão ou cristã, quem é de Cristo ou é em todos os lugares e em todos os lugares testemunha a sua fé.


Com amor e estima pastoral.

José Carlos Peres

Bispo presidente da Igreja Metodista 3RE


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